110 anos de Umbanda Brasileira


Eram os anos de 1908, quando em 15 de novembro, numa sessão espirita, apresenta-se o Caboclo das Sete Encruzilhadas através do médium Zélio Fernandino de Moraes e institui o início de uma nova fase na religiosidade brasileira. O nascimento da Umbanda Brasileira apresenta ao mundo uma nova forma de se fazer espiritismo, onde não há espíritos privilegiados, todos são acolhidos. “Com o mais adiantados aprenderemos, com os mais atrasados ensinaremos a e nenhum negaremos comunicação” com este lema, profetizado por Pai Zélio de Moraes no Rio de Janeiro, em 15 de novembro de 1908, a Umbanda vem expandindo em todo o mundo e ganhando cada vez mais o coração dos brasileiros.

Neste ano, a Umbanda comemora 110 anos. São mais de cem anos de luta contra o preconceito, em busca de seu reconhecimento como religião genuinamente brasileira, dotada de fundamento e que vem ao mundo levar o amor e a caridade como princípios fundamentais. A Umbanda é símbolo de resistência e carrega em si um cunho político de luta contra as minorias, já que este princípio de acolher a todos é um dos fundamentos básico da religião.

Com influência afro-ameríndia, a Umbanda carrega a herança ancestral africana dos cultos aos Orixás e cultua a figura do índio brasileiro na roupagem dos Caboclos e Boiadeiros. Acolhe a sabedoria dos Pretos-Velhos trazida dos negros escravizados que resistiram a senzala e, abraça todos os Espíritos por ventura excluídos da sociedade, como os nordestinos, na figura dos Baianos e ainda a magia e sabedoria oriental na Linha dos Ciganos, além do malandro carioca, na figura dos Exus.

Em tempos de extremismos políticos e crescente onda de intolerância religiosa, a Umbanda celebra a resistência de seu povo, com a bandeira hasteada do amor e da caridade. Salve a Umbanda! Saravá a Umbanda!

 

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