Que energias emanam de você?


  Em qualquer situação que vivemos, em cada sentimento ou emoção a que somos expostos, lançamos energias para as pessoas que nos cercam ou até mesmo àquelas que, por algum motivo, participam de nossas vidas.  Alegria, amor, compaixão, gratidão, tristeza, medo, ciúme, raiva, hostilidade e inveja são apenas algumas das energias que permeiam nossos dias.  Sentimentos inconscientes às vezes,  em outras conscientes,  e por vários motivos.  Alguns sentimentos com motivos muito bem justificados, já outros nos fazem pensar o porquê estão ali nos fazendo tão mal.

 

TODA AÇÃO TEM UMA REAÇÃO

Algo que nunca devemos esquecer é que assim como toda ação tem uma reação, energias lançadas ao universo não ficam sem direção.  A maioria das vezes chega ao destino e, quando não, atingem os mais sensíveis, menos fortalecidos ou intuitivos.  Mas por outro lado, o fator cíclico as trarão de volta ao local de origem, formando um ciclo nocivo, inútil e interminável.

Muitas vezes o que nos incomoda no outro é justamente um ponto fraco que temos muita dificuldade em enxergar (ou em admitir).  É muito doloroso pensar e refletir sobre isso, então vamos deixando passar o tempo e acreditando realmente que o problema é o outro e que ele merece todo nosso desprezo e sentimentos negativos.  Pensar sobre si mesmo, perspectivas-versos-realidade não é tarefa fácil.  Muitas vezes decisões apressadas, atitudes imprudentes ou algum passo tomado sem as devidas considerações nos tiram do caminho planejado e  infelizmente, o retrocesso é mais complicado do que seguir em frente.  Não há tempo para reflexão dessas questões enquanto se busca o “lugar ao sol”.  Vamos seguindo em frente e tentando fazer sempre o melhor até nos darmos conta de que a estrada em que nos encontramos não é aquela que havíamos escolhido para nos levar ao destino almejado.

 

EXISTE SOLUÇÃO?

O que fazer?  É triste quando chegamos a conclusão que já não temos mais tantas opções.  A vida nos impôs ao longo do caminho algumas responsabilidades e algumas condições que já estão tão incorporadas em nossas vidas, que não nos cabe lutar contra, mas sim ficarmos abertos para novas oportunidades que, muitas vezes, apenas por desânimo, não as enxergamos.

Trilhar um caminho diferente do que escolhemos não é de todo ruim quando cremos e temos fé.  Não é raro acontecer o melhor em nossas vidas quando menos esperamos e uma situação adversa tornar-se algo tão prazeroso e necessário que nos pegamos pensando em como fomos abençoados.

Tudo o que é bom e vem para o bem não pode estar inserido num ambiente negativo, cheio de rancor, maus pensamentos e energias ruins.  Precisamos abrir a mente e a alma para o que é saudável, favorável e valoroso.  É um exercício útil, necessário e meritório porém complexo, doloroso e constrangedor.

Admitir que falhamos conosco ou com nossos sonhos em algum momento, ainda que esse erro tenha todas as justificativas, não nos tira a sensação de que “eu deveria ter insistido; eu deveria ter pensado melhor; eu deveria ter esperado um pouco mais…” Isso é bem dolorido mas necessário!  Saber onde o caminho mudou é o primeiro passo para saber como caminhar daqui em diante.

 

CONSCIÊNCIA DA REALIDADE

Ter consciência de onde estamos pisando, ao mesmo tempo que nos colocará diante de um espelho cujo reflexo não queremos enxergar, é libertador; é o primeiro passo para o resto de nossas vidas, pois, assim como um GPS, nos localizará no exato ponto em que estamos em nossas vidas.

Lamentar o passado não será mais produtivo porque teremos que pensar nos próximos passos que daremos.  Nesse momento conseguiremos olhar para a estrada à nossa frente.  O retrovisor será apenas um instrumento para orientar se deveremos “mudar de pista”  a fim de chegar ao destino, ao nosso lugar ao sol.  Não será o que escolhemos no início da viagem, mas com certeza nessa estrada deixaremos flores pelo acostamento para os que vieram atrás de nós.

 

LIBERTANDO-SE DO PESO

Libertados das dores do outro saberemos lidar melhor com as nossas próprias. Assim estaremos nos protegendo daquele ciclo nocivo, inútil e interminável onde só exalávamos energias ruins para pessoas que, muitas vezes até amamos, quando tendo a inquietude como maior companheira, os sentimentos se misturavam e o que conseguíamos emanar era o pior de nós, mesmo que aquilo nos fizesse mal também.

Talvez, ouvir tudo isso parece que são palavras pesadas, sobretudo quando já estamos mal por qualquer motivo. Contudo, se conseguirmos fazer esse exercício (a sós ou com auxílio) será a nossa permissão para a entrada de um novo ciclo.  Um ciclo de oportunidades, novas experiências e muito prazer em ser quem somos, estarmos onde estamos e fazer o que fazemos.

Por fim, compartilho a inspiração do grande líder Nelson Mandela:

Nosso grande medo é o de que sejamos incapazes.  Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida.  É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta.  Nos perguntamos: “Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?” Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?  Bancar o pequeno não ajuda o mundo.  Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você.  É a medida em que deixamos nossa própria luz brilhar, que inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.” Nelson Mandela (discurso de posse em 1994)

Maria Aparecida Linares

 

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