Bem-vindo 2021!


Aqui estamos novamente para o início de mais um ano de trabalho, porém antes de tudo, devemos agradecer a Deus por estarmos vivos e saudáveis.

Dificuldades, ansiedades e dúvidas

Assim foi 2020.  Um ano que jamais esqueceremos do século XXI.  Janeiro chegou com muitas  expectativas,  planos e cheio de energia.  Um piscar de olhos e… carnaval: folia, alegria ou praia.  Em março tudo mudou.  O mundo se viu envolvido com algo inesperado e desconhecido.  Muitos se isolaram, muitos tiveram que continuar suas rotinas, ainda que apavorados e muitos, muitos mesmo, nos deixaram precocemente talvez, mas nos deixaram órfãos de pais, mães, filhos, parentes e amigos.  Muitos nem tiveram tempo para o luto pois lutavam pelas próprias vidas.

Enfim chegamos em dezembro e parecia que 2020 jamais acabaria.  Sempre reclamamos que o “Ano Novo” chega muito rápido, mas para 2021 tivemos que abrir nossas portas e estender nosso melhor tapete.  Pedir que viesse o mais rápido possível, pois parecia que se mudássemos o ano, parte de nossos problemas ficariam no passado.

2021; Entre e fique à vontade!

Sabemos que não funciona assim, mas como onde há fé a esperança brilha, recebemos 2021 com um caloroso abraço e um sorriso afetuoso.

Tudo bem, mudou o ano e nós?  Mudamos também?  Tanto sofrimento, medo e incertezas nos serviram para crescer? Evoluir? Refletir?

Uma mudança inevitável

A história está marcada por algumas situações que mudaram o mundo e a sociedade:  como as Revoluções Industrial (alterando as relações de trabalho) e Francesa (um marco para a democracia); Abolição da Escravatura (apesar de que ainda hoje tentamos nos livrar do racismo estrutural); a primeira e a segunda Guerras Mundiais;  a Guerra Fria (alterando as relações mundiais)…

Faço algumas perguntas:

– E a pandemia do século XXI – a Covid-19, que mudança causará na sociedade mundial?

– Podemos considerá-la uma revolução espiritual?   Um momento em que a sociedade será obrigada a parar e pensar sobre o que está fazendo ao planeta e às suas populações (irmãs)?

 

Espiritualidade: Você consegue perceber?

Nunca foi tão fácil perceber a diferença entre as pessoas que são mais espiritualizadas daquelas que não são.  Uma conversa, um olhar atento, alguns momentos de observação são suficientes para a diferenciação.

Pessoas espiritualizadas são cidadãs, tolerantes, dedicadas, interessadas e determinadas.  Tem como princípio cuidar do todo, ou seja, do coletivo porque a igualdade deve ser absoluta.  São pessoas atentas às necessidades de terceiros e estão sempre prontas a se doarem a alguém que necessite sua ajuda material ou emocional (um pouco de dinheiro, um prato de comida, uma roupa ou um ombro para acalentar).  Nunca pensam que suas necessidades estão acima das de seus semelhantes e sabem que estão nesse mundo por um motivo:  a doação de suas habilidades, de seu potencial e da sua competência, seja para um trabalho remunerado ou, da mesma forma e com a mesma disposição, para a prática da caridade, para o compartilhamento com o próximo, com o necessitado, com o menos favorecido.   Deixam de fazer algo se entenderem que sua atitude prejudicará ou desmerecerá alguém, pois acreditam no coletivo, no comum.  São agradecidos pelo que recebem, ainda que seja pouco e têm uma aptidão incomum para aprender algo bom mesmo nas piores situações.

As pessoas menos espiritualizas são aquelas que sempre demandam;  demandam atenção, demandam reconhecimento, demandam a doação do próximo, demandam, demandam, demandam…  São os que reclamam da falta de sorte, reclamam que nunca têm sucesso, que suas vidas não deslancham e sempre têm um bom motivo para o que entendem como fracassos.  Sempre encontram culpados quando algo não dá certo.  São egoístas e necessitam alardear quando realizam algo para ter certeza de que todos saibam que o mérito é seu.  Fazem tudo o que têm vontade porque atender às suas necessidades sempre será mais importante do que dos outros, pois “Desde que eu fique feliz, tudo bem!”.  São preconceituosos, adoram rotular e classificar pessoas e situações.  Empacotam  grupos que consideram iguais e os separam a partir de seus juízos de valor.

 

Reconhecer ou assumir?

Tenho certeza de que você deve ter pensado em muitas pessoas enquanto estava lendo esses parágrafos.  Então faço outra pergunta?

– Em qual deles você se enquadra?

Talvez os que se encaixem na segunda descrição tenham um pouco de dificuldade em se reconhecer mas e isso é normal, porém, se você está na primeira categoria, proponho algumas questões:

–  O que uma pessoa espiritualizada faria?

– Que tipo de atitude tomaria em relação ao que leu?  Afastaria da sua vida os não espiritualizados?  Criaria uma barreira à sua volta para se proteger de conversas chatas, preconceituosas e imaturas?  Ou daria a eles a oportunidade de ouvir uma palavra diferente, um conceito amplo e discutir um assunto maduro e profundo.

No livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” tem uma passagem que diz:

(…) Estais todos na Terra para expiar; mas todos, sem exceção, deveis empregar todos os vossos esforços para abrandar a expiação de vossos irmãos, segundo a lei do amor e da caridade. (BERNARDIN, Espírito protetor, Bordéus, 1863)”.

 

Ação ou omissão: uma escolha de cada um

Creio que estamos vivendo um período para melhor praticar esse ato de caridade e de amor:  dar a chance aos preconceituosos, aos racistas, aos egoístas, aos individualistas de ouvirem palavras de aceitação, complacência, respeito, igualdade, altruísmo, renúncia e filantropia, dos benefícios que  trazem à alma e do bem estar que acompanha cada uma dessas atitudes.

Afastá-los antes mesmo de tentarmos resgatá-los iria contra os princípios espiritualistas.  Caso você tente acolher e essa pessoa esteja irredutível em suas convicções e em seus ideias, então, infelizmente ela não estará pronta para ser resgatada, você terá que respeitar os planos divinos e deixar que sigam seus caminhos, até que estejam prontas para um novo plano em sua vida.

 

Para 2021, amar e se doar!

Pois bem, não quero me alongar mais, apenas senti a necessidade de compartilhar um pouco do que tenho percebido ao longo deste atípico ano de 2020, quando pessoas ignoram todo tipo de cuidado com a saúde por alguns minutos de prazer, mesmo custando vidas preciosas;  pessoas dizendo todo tipo de bobagem como se estivessem imune a julgamentos;  pessoas sofrendo excessivamente sem enxergar que suas saídas estão sinalizadas e ao seu alcance;  ao mesmo tempo que encontro pessoas abnegando suas necessidades para se doar, para acolher, para compartilhar e para fazer, cada vez mais e melhor, a parte que cabe para cada um de nós:  amor ao próximo e fazer caridade!

Que 2021 nos permita crescer, evoluir e amar…

Maria Aparecida Linares

Relações Institucionais e Comunicação

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