Cuide de si para cuidar do outro!


Toda população consciente e justa do planeta luta pelas causas sociais, compram de empresas socialmente responsáveis, são contra exploração dos menos favorecidos e participam da causas antirracistas com fervor.  Isso é sem dúvida alguma, cuidar do outro e defendê-lo das mazelas a que são expostos.

Isso é correto.  Afinal, se muitos acreditam que uma situação está errada e nada fizerem contra, essa situação se perpetuará.  Então levantam suas bandeiras e deixam claro suas opiniões sendo, de certa forma, responsáveis pelas mudanças que, ainda que lentamente, caminham no sentido correto.  Isso é bom, o mundo tem voltado seu olhar para seu lado obscuro e lançado um pouco de luz sobre ele.  Apesar de estarmos longe do ideal, muitas conquistas vieram.

Só que hoje quero falar com as pessoas que, mesmo conscientes e pró ativas nas questões sociais, insistem em não se convencer de que estamos vivendo um problema que é mundial.  Uma pandemia que não atinge apenas as minorias, ou as elites, os governantes, ou o povo, os bandidos ou os honestos, os jovens ou os velhos, pois acreditam não se enquadrar em algum grupo e  ficam tranquilos para agir despreocupadamente.  Frequentam bares, festas, participam de encontros coletivos e, é claro, sem nenhum tipo de proteção.  Como usar máscara quando se está bebendo ou comendo com amigos numa conversa descontraída e relaxante?

Todos, sem exceção, estamos saturados de tanta privação.  Mesmo os mais “desencanados” não estão vivendo suas vidas como gostariam.  São obrigados a trabalhar de máscaras, muitos em home office distante do ambiente de trabalho e seus colegas, muitos perderam seus empregos e estão em casa ociosos (e quem aguenta?).  Então, por que não se darem um mínimo de prazer no final de dia, no final de semana?

Eu respondo:  Porque um mínimo de prazer para esses está fazendo países inteiros adoecerem cada vez mais.  Um mínimo de prazer está matando os familiares que, em casa,   fazem o sacrifício que esses não fazem.  Está na hora de acordarem para uma realidade que não bate à porta, ela simplesmente entra  e escolhe aqueles que vai abraçar.  Não se trata de classificar como incultos, ingênuos, desinformados ou ricos e privilegiados.  Trata-se de pessoas com problemas de empatia, sejam ricos ou pobres, inteligentes ou desinformados, honestos ou desonestos.  Qualquer pessoa que tenha problema de empatia, ou que tenha o egoísmo como o sentimento mais aflorado é quem sairá às ruas como se não houvesse amanhã.  É como brecar um carro no trânsito por causa do celular e, quando está acelerando para sair novamente, ouvir o barulho de uma colisão e achar que a responsabilidade não é dele.

Escrevo para meus irmxs em Oxalá que, como eu, creem em têm respeito pela religião, mas estão preocupados e temerosos com a situação, que isso é um bom sinal.  O medo nos faz ser cautelosos e tomar todos cuidados necessários, para que os Guias e Orixás possam nos proteger adequadamente.  Achar que, por ser religioso não vamos adoecer e ter problemas é ingenuidade.

Se você que está lendo esse texto é uma daquelas pessoas que se considera consciente e de bom senso, mas está deixando de se proteger e tentando viver a vida de forma menos “maçante”, tenha em mente que suas atitudes envolvem pessoas que não pensam como você.  Até onde isso é justo e consciente?  A dificuldade é para todos, alguns lidam melhor que outros, mas todos, sem exceção estamos no mesmo barco rumo ao destino que os remadores do porão nos levarão.  O destino chegará, mas se os remadores não estiverem sincronizados, a viagem será longa demais.

Peço que compartilhem esse texto  com seus amigos e familiares na tentativa de que essa mensagem seja lida por quem realmente necessite lidar com sua empatia, pois, todos têm o direito às próprias decisões, mas desde que elas não prejudiquem ninguém.

Ter empatia é pensar no resultado de suas ações sobre o outro, e também entender como ele será afetado.

Termino desejando que Deus possa nos abençoar e irradiar muita luz sobre a Terra levando embora as sombras que tentam nos absorver.

Fiquem na paz de Oxalá.

Maria Aparecida Linares

 

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