Esvaziada pela pandemia, ‘Meca’ da umbanda pede ajuda…


“Em um dos momentos mais tristes da nossa história recente, a religiosidade tem sido uma das principais formas de alento frente a tantas perdas e angustias. Não bastante as mais de 500 mil mortes causadas pelo coronavírus somente no Brasil, milhões foram afetados por impactos socioeconômicos decorrentes dessa grande crise sanitária.

Na Grande São Paulo, região que foi já considerada o epicentro da doença na América Latina, um dos mais tradicionais espaços religiosos do país corre riscos de fechar por dificuldades causadas pelo vírus. Desde o início da pandemia, o Santuário Nacional da Umbanda, localizado no município de Santo André, viu o número de visitantes cair em mais de 70% e suas receitas colapsarem. O parque ficou completamente fechado por sete meses, e, mesmo reaberto, tem presença limitada de público, que financia as atividades por meio de ingresso e aluguel de tendas.

Fundado em 1970 pelo sacerdote Ronaldo Linares – o Pai Ronaldo –, o santuário é chamado pelos seus frequentadores de a Meca umbandista – em alusão a cidade sagrada saudita para onde todos os muçulmanos devem peregrinar pelo menos uma vez na vida. Criado originalmente para proteger fiéis de ataques ou injúrias de cunho racista-religioso, o espaço recebe crentes de diversas religiões de matriz africana e indígena – além da umbanda, também o candomblé e a jurema, por exemplo.(…)”

Texto da matéria publicada por Gui Christ na Revista Nacional Geographic Brasil. Leia matéria completa no link:

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